29.4.13

Fabrics and prints



Nem tudo o que vem do norte é frio, que o diga eu quando vejo ano após ano as coleções da marca finlandesa Marimekko. É um verdadeiro problema não só pelo design, tecidos, cores e formas mas sobretudo pelo facto de nada poder ser comprado em Portugal e também por ser bastante caro. Adoro tecidos, estampagens, peças em cerâmica, desenhos geométricos e muitas cores e esta marca reúne praticamente tudo isto mais os motivos naturais ( que também adoro ) e que espelham um pouco da filosofia de vida dos nórdicos.








1.4.13

They rock my heart




Há muito tempo que um albúm não me entusiasmava tanto como este, ao ponto de 300kms percorridos de expresso parecerem 100, yeah!!

23.3.13

Vencer

                                                                   The Tutu Project
O recente desaparecimento da minha primeira namorada fez-me conhecer este projecto magnífico de Bob Carey que por meio de fotos espelha a luta solitária, esperançosa e por vezes desanimadora dos doentes de cancro. De salientar, que também ele viveu de perto todo este drama de luta e de perda com o falecimento da mãe vítima de cancro da mama.
As fotos estão agora reunidas num livro e que serve para não nos esquecermos que o cancro seja de que tipo for existe e mata mas mais importante que isso é que exige, de todos, uma vigilãncia que não pode dormir porque ele  é matreiro e ladrão de vidas. A vida é feita de muitas vontades e não de sonhos que ficam por concretizar.



5.3.13

dos Imortais



Wings of desire- Win Wenders

Tenho andado por aqui a tentar encontrar uma forma de escrever sobre o que vai cá dentro. Quando de repente a meio das lides domesticas do nada surge a  consciente noção de que não há alturas certas para alguns assuntos. Ainda não me é fácil mas também sei que só aos poucos irei digerir esta ausência.
A morte. O desaparecimento.
As pessoas são únicas mas dentro dessa unicidade há aqueles a quem consideramos imortais, achando sempre que nunca lhe chegará a hora ou cobardemente  considerando que a nossa chegue primeiro a fim de nos sentirmos mais despreocupados na dor. Mas a mente trai e ficamos sem chão, ficamos sem tempo para perceber o que não é para ser compreendido. A morte não se compreende, a morte aceita-se e ponto final, esta é a minha conclusão ainda que a dor me turve o pensamento.
A vida ensinou-me que a família é feita de afetos e de pessoas que escolhemos ou que acolhemos no coração. A vida e não só, as pessoas. As pessoas foram e têm sido verdadeiros companheiros da minha viagem com a sorte de ter escolhido as pessoas certas que me ensinaram a ser melhor sobretudo para mim própria. Talvez por achar que as pessoas são o que de melhor levamos desta vida me seja depois mais difícil cortar laços. E aqui entra novamente a morte. A morte que me obriga a cortar fisicamente os laços que considero irrepetíveis e únicos mas que jamais a alma deixa escapar.
Não é uma questão de solidão é tão somente porque há pessoas que são eternas como tudo aquilo que vivemos com elas, o deslumbramento, o primeiro beijo, a primeira namorada, a aprendizagem. ... e o que eu aprendi contigo minha querida.
Pergunto-me se o que olhas agora tem a mesma cor de outros dias para me agarrar à certeza de que estás bem, e aceitar que a vida te foi roubada. Por aqui fica a certeza de que és imortal porque te sinto  nos momentos de silêncio, todos os dias e porque o mar continua a perpetuar a tua existência para alem do palpável.

18.1.13

desafio

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A leitura sob qualquer forma é uma porta de entrada para a imaginação e o desenvolvimento pessoal daí o caráter imprescindível da mesma.
Para qualquer criança antes dos 6 anos recomendo esta belíssima obra  sobre a amizade. Em fase de leitura inicial recomendo outra  emociona miúdos e graúdos. Em plena fase de adolescência o Silka da Ilse Losa e o Principezinho representam muito bem os propósitos da vida a rebentar por dentro caraterísticos dessas idades.