18.5.08

Concurso de Docentes



Pois parece que a sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu, com as suas estratégias políticas diminuir o número de candidatos ao concurso de docentes.
Este ano agráda-me vêr o meu número nos 230 primeiros numa lista de 4423 docentes. Contudo, não posso deixar de pensar que em anos anteriores o meu grupo de docência era o maior em termos de candidatos e que por isso as listas chegavam aos 7000 e até 9000 candidatos.
Vejo, como ontem, reportagens sobre as Queimas das Fitas, e penso que mal por mal, ainda bem que me profissionalizei em 1997, porque hoje não sei que futuro teem os recém licenciados, que saídas profissionais os aguardam, nem que sonhos poderão alcançar com um país parado como o nosso, onde não há investimento privado quase nenhum e a entidade empregadora estatal para além de exercer uma política de pressão para com os seus trabalhadores, pretende até ao fim do mandato governativo despedir mais de 7500 funcionários.
E mais, lia ontem do Expresso, que um número significativo de Formadores dos Centros de Educação e Formação a responsabilidade do Ministério da Educação, teem salários em atraso desde Dezembro,trabalham a recibos verdes há 10 anos e estão inseridos num programa de reclassificação , validação e certificação de competências onde daõ formação a alunos que (alguns) já fora da idade escolar estão a tirar o 9º ano de escolaridade. O engraçado nisto tudo é que estes mesmos alunos vão integrar as listas bonitas a apresentar nas estatísticas que o conselho eu ropeu tanto aprecia, para deixarmos de ser um país onde o índice de analfabetismo seja grande.
é um quadro lindo! Com a precaridade de trabalho de uns outros fazem boa figura, e depois eu é que tenho mau feitio porque recuso-me a vêr as coisas sem ser com olhos de vêr!

E por hoje é tudo,

rv

2 comentários :

GRAFIS disse...

eu dou graças a Deus por tb ter concluído o curso nessa altura e pela sorte que fui tendo ao longo da minha vida profissional. ainda hoje tenho colegas que não conseguem emprego na sua área de formação. mas são vários os problemas daqui para a frente com tendência para piorar: a começar no ensino regular a partir do 2.º ciclo e a acabar na trapalhada toda de Bolonha, passando pelas Novas Oportunidades.
mas o grande problema é que temos um país assente na “estratificação social do canudo” e muito pouco na educação/formação.

RV disse...

tens razão sim, m sabes q se passou do 8/80, se antigamente poucos eram os q se formavam académicamente por falta de condições económicas, hoje há mts dr.s e licenciados, e o país não arranjou forma de remediar o escoamento dos recém profiisionalizados p as entidades empregadoras, ou seja hoje tens licenciados a trabalhar em lojas e afins.